Trump. Voto de senadores republicanos indecisos em destaque no julgamento

Os democratas precisam de um mínimo de 17 republicanos para votarem com eles para condenarem Trump por incitamento à insurreição, o que parece improvável.

Mesmo assim, os democratas mantêm esperança de conseguirem votos suficientes para condenar Trump pelo seu papel no ataque ao Capitólio, em 06 de janeiro, em que morreram cinco pessoas.

Se Trump for condenado, o Senado pode avançar para uma segunda votação para o impedir de voltar a concorrer a cargos públicos. É provável que um voto final seja realizado no sábado.

Os democratas estão com uma atenção particular a alguns republicanos, à medida que apresentaram os seus argumentos finais.

Uns em particular têm sido críticos de Trump. As senadoras Lisa Murkowski, eleita pelo Alasca, e Susan Collins, do Maine, e os senadores Ben Sasse, do Nebrasca, e Mitt Romney, do Utah, têm sido claros no entendimento de que Trump incitou o ataque de 06 de janeiro.

Se bem que nenhum esteja garantido que vai votar pela condenação de Trump, já alinharam com os Democratas por duas vezes contra a tentativa dos republicanos em cancelar o julgamento.

Depois do ataque, Collins disse que Trump deve “assumir responsabilidade por influenciar a multidão e incitá-la”. Murkowski apelou mesmo à sua demissão.

De forma directa, Romney escreveu na rede social Twitter, em 06 de janeiro: “O eu aconteceu no Capitólio hoje foi uma insurreição, incitada pelo presidente dos EUA“. Por seu lado, Sasse disse que Trump “mentiu” aos norte-americanos e que as consequências estão agora em cinco mortes e o edifício do Capitólio com estragos”.

Outro grupo é o dos senadores que não se vão recandidatar. O eleito pela Pensilvânia, Pat Toomey, votou com os democratas para que o julgamento se fizesse e apelou à demissão de Trump, depois do ataque.

Há mais três que não se vão recandidatar em 2022: Rob Portman, do Ohio, Richard Burr, da Carolina do Norte, e Richard Shelby, do Alabama. Destes, Portman já disse que te a mente aberta em relação à condenação de Trump.

Outro eleito pelo Louisiana, Bill Cassidy, que vai disputar a reeleição, tem tido posições diferentes e criticou os advogados de defesa pelo seu trabalho e elogiou os gestores democratas pelas “questões intrigantes” durante os seus dois dias de argumentos.

Também o senador John Thune, do Dacota do Sul, minimizou a intenção de Trump contestar a certificação da vitória eleitoral de Joe Biden e declarou-se de mente aberta em relação à sua posição final.

Por fim, o líder dos republicanos no Senado, Mitch McConnell, já votou contra a realização do julgamento, mas também já disse que Trump “provocou” a multidão.

Pouco depois do ataque, McConnell disse em privado que estava farto de Trump e em público que estava indeciso em relação ao julgamento.

Disse agora aos republicanos que a decisão sobre a culpa de Trump é uma questão de consciência.

Esta sua posição neutral contrasta fortemente com a que tomou no primeiro julgamento, quando protegeu Trump e recusou a pretensão dos democratas e chamarem testemunhas.

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