Textáfrica ainda espera participar no Moçambola 2020/21

A Federação Moçambicana de Futebol anunciou que apenas 11 clubes, de um total de 14, têm o passaporte carimbado para participar na maior prova futebolística do país. O Textáfrica de Chimoio está de fora.

Acácio Gonçalves, presidente do Textáfrica de Chimoio, continua com esperança que o seu clube dispute a edição do Moçambola 2020/2021. O clube foi posto de fora da competição porque não ter reunido vários documentos no processo de licenciamento de clubes da primeira divisão, incluindo a certidão de quitação do Instituto Nacional de Segurança Social de Moçambique ou um relatório sobre o pagamento de salários em atraso aos jogadores e trabalhadores.

A imprensa moçambicana dá como certo que na próxima época do Moçambola só participarão 11 clubes e que o Textáfrica de Chimoio não é um deles. Mas, à DW África, o presidente do clube diz que não é bem assim.

“Este é um trabalho interno que já está sendo feito, a comissão de gestão está a trabalhar no assunto, já temos o ponto de situação e está numa fase avançada e creio que tudo vai estar bem”, afirma Acácio Gonçalves.

O presidente da Associação provincial de Futebol de Manica, Zacarias Calisto Fernando, diz que está de mãos dadas com a direção do Textáfrica de Chimoio para regularizar a situação do clube.

“Nós, junto da direção do Textáfrica, marcámos um encontro para sabermos do que se estava a precisar. Tratou-se de toda a documentação final e encaminhámos para a federação. Agora, não podemos dizer que está fora ou foi despromovido, porque ainda não recebemos um documento oficial, o que nós sabemos é que existem 11 equipas já licenciadas a nível nacional.”

Adeptos temem afastamento

Inácio Sambo, um amante confesso do Textáfrica, diz que a saída do clube seria um golpe terrível para os adeptos na província.

“O Moçambola é para nós o povo futebolístico, nós o público. Então, se tira o futebol daqui ficará complicado. Temos que ter bom senso neste tipo de situações”, comenta.

O edil da cidade de Chimoio, João Ferreira, diz que não gostaria de ver o clube – um antigo campeão nacional – fora do Moçambola na próxima época.

“Eu acho que a luz tem que estar sempre verde, porque o Textáfrica é um clube histórico”, refere o autarca. “O nome do Moçambola não fica completo sem falar do Textáfrica. E nós temos o direito e obrigação de criar condições para estarmos lá e pensamos que vamos estar lá, sim.”

Mas o tempo está a escassear para o Textáfrica. Para este sábado está prevista uma reunião da Assembleia Geral da Federação Moçambicana de Futebol. Um dos pontos na agenda será a aprovação da proposta do programa e orçamento para o ano 2021. A Liga Moçambicana reúne-se na terça-feira (24.11) e em cima da mesa estará o plano de atividades e orçamento para a próxima época. O campeonato arranca a 5 de dezembro.

  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Você pode gostar...

Deixe seu comentário

error: O conteúdo está protegido !!