Só falta oxigénio para centro de internamento de doentes com COVID-19 funcionar em Mavalane

Projectado para aumentar a capacidade de internamento de doentes da COVID-19 na cidade de Maputo em 320 camas, o centro de isolamento do Hospital Geral de Mavalane está na fase conclusiva. As obras de preparação da infraestrutura foram concluídas no dia 8 de Fevereiro passado, conforme previa o cronograma. O tempo que resta será dedicado à montagem do recipiente que vai armazenar oxigénio.

“A nossa projecção é que nos próximos dias o centro [de isolamento] já esteja em funcionamento. A montagem do tanque de oxigénio” visa garantir que “os pontos de oxigénio” estejam “ligados às camas que já estão instaladas”, disse Sheila Afonso.

O tanque de oxigénio com capacidade de produção para apoiar cerca de 200 camas chegou segunda-feira ao Aeroporto Internacional de Maputo, num avião cargueiro fruto de uma ajuda da República de Angola, e que surgiu depois de uma conversa entre o Presidente da República, Filipe Nyusi, e o Presidente de Angola, João Lourenço.

Em conferência de imprensa realizada esta terça-feira para dar o ponto de situação sobre os principais desafios da capital, incluindo a COVID-19, a secretária de Estado da cidade de Maputo reconheceu que o transporte público é um dos sectores mais propensos para a propagação da pandemia, pelo que nos projectos de médio prazo está em carteira a aquisição de 100 autocarros para reforçar a disponibilidade de transporte na região Metropolitana do Grande Maputo.

“Daquilo que é o trabalho que estamos a fazer, as três instituições, estou a falar da Secretaria de Estado, o Ministério dos Transportes e Comunicações e a Agência Metropolitana, que representa o Município de Maputo garantimos essa quantidade de autocarros, porque temos consciência da falta de transportes porque temos que garantir o cumprimento das medidas de prevenção, principalmente o respeito pela lotação nos veículos”, explicou a secretária de Estado da cidade de Maputo.

Outro desafio com o qual a capital do país se depara são as chuvas fortes que já afectaram mais de 785 famílias em diferentes bairros da cidade.

Segundo a secretária de Estado, “o último recurso para nós, na cidade de Maputo, é colocar as pessoas nos centros transitórios que já estão identificados em algumas escola”, adiantou Sheila Afonso, detalhando que “em termos de distritos municipais, tem sido recorrente o Distrito Municipal KaMavota e o Distrito de Lhamankulu” serem os mais afectados pelas inundações.

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