Porto seco de Ressano Garcia entra em funcionamento em Março

 Porto seco de Ressano Garcia entra em funcionamento em Março

As obras de construção de um porto seco em Ressano Garcia, na província de Maputo, estão a 70% de execução, segundo a constatação do ministro dos Transportes e Comunicações, Janfar Abdulai, que esta terça-feira visitou a infra-estrutura com capacidade para armazenar 250 mil toneladas de ferro crómio por mês.

A visita guiada tinha como finalidade compreender o nível de execução das obras do futuro porto seco de Ressano Garcia, cujo objectivo é reduzir em 50% os 500 camiões que em média circulam diariamente pela Estrada Nacional número quatro (EN4) com minérios. As viaturas em alusão fazem o trajecto porto de Maputo-África do Sul e vice-versa.

Aos órgãos de comunicação social, o governante explicou que será construído, no porto seco de Ressano Garcia, “um terminal aduaneiro de mercadorias em trânsito, uma iniciativa muito boa na medida em que vai permitir a transferência da carga actualmente transportada por via rodoviária para a componente ferroviária”.

A entrar em vigor, a medida “vai permitir a redução da sinistralidade rodoviária”, uma vez que pelo menos metade dos camiões que circulam pela EN4 deixarão de usar esta via.

O porto seco de Ressano Garcia vai começar a manusear carga ainda neste semestre, segundo avançou Florbela Trancoso, responsável da logística daquele projecto, cujo proprietário é a empresa pública Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique.

“Esperamos concluir as obras até meados de Fevereiro e até início de Março o terminal esteja operacional. Não estamos a dizer que vamos eliminar toda carga que circula na EN4, queremos diminuir em 50%. O estudo de impacto ambiental feito para esta área, numa fase inicial” contempla apenas o ferro crómio.

Refira-se que o ministro dos Transportes e Comunicações quando confrontado com o incumprimento das medidas de prevenção da COVID-19 no sector de transporte, em meio ao aumento de casos e óbitos, não respondeu.

Todavia, a vice-ministra, Manuela Rebelo, apontou a falta de transporte como a causa do problema. Falando em Pemba, a governante disse que a instituição que dirige tem estado a exigir a observância das recomendações da Saúde nos transportes para evitar a propagação da doença.

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Bonk Pedro

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