O acordo de paz em Moçambique “não pode ser renegociado”

Embaixador da União Europeia em Moçambique defende que não há espaço para renegociações no acordo de paz de 2019, como exige um grupo dissidente da RENAMO acusado de protagonizar ataques armados no centro do país.
“O acordo de paz não pode ser aberto ou renegociado, estamos bastante claros sobre isso”.

Acordo de paz em Moçambique “não pode ser renegociado”
Por Agência Lusa | há 4 horas
Friedensvertrag Mosambik (DW/A. Sebastião)
Embaixador da União Europeia em Moçambique defende que não há espaço para renegociações no acordo de paz de 2019, como exige um grupo dissidente da RENAMO acusado de protagonizar ataques armados no centro do país.
“O acordo de paz não pode ser aberto ou renegociado, estamos bastante claros sobre isso”, disse o embaixador da União Europeia em Moçambique, António Sanchez-Benedito, em entrevista à agência de notícias Lusa.

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Em causa estão os ataques, no centro do país, atribuídos à autoproclamada Junta Militar da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), liderada por Mariano Nhongo, antigo dirigente de guerrilha, que exige a renegociação do acordo e a demissão do atual presidente do partido, Ossufo Momade.

Nhongo acusa-o de ter desvirtuado o processo negocial em relação aos ideais do seu antecessor, Afonso Dhlakama, líder histórico da RENAMO que morreu em maio de 2018.

Para António Sanchez-Benedito, a RENAMO comprometeu-se com a paz no acordo assinado com o Governo e não pode ser refém das exigências de um “grupo minoritário”.

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