NYUSI DIZ QUE A PAZ NUNCA É PROCESSO ACABADO

O Presidente da República, Filipe Nyusi, lamentou o facto de Moçambique estar a assinalar hoje os 28 anos da assinatura do Acordo Geral de Paz num ambiente de ataques armados, nas Províncias de Cabo Delgado, Sofala e Manica.

“ Infelizmente celebramos o dia com dor e mágoa”, lamentou Nyusi que depois chamou atenção a Junta Militar da Renamo, condenando o uso das armas para atacar cidadãos indefesos. “ Quaisquer reivindicações não podem ser feitas por meio de armas”, acrescentou o Presidente apelando ao diálogo.

O processo de paz é uma edificação continua que nunca será acabada, exigindo por isso, segundo Nyusi um diálogo permanente.

Por outro lado, Nyusi condenou os ataques que desde 2017 a esta parte, na Província de Cabo Delgado, já mataram acima de mil pessoas.

Repudiou também a ampliação da propaganda dos insurgentes indicando que há pessoas que através de imagens ampliam o medo e a banalização da vida humana, associando vídeos montados pelos insurgentes, o que no entender do Presidente abre espaço para que actos abusivos dos terroristas sejam associados às Forças de Defesa e Segurança.

O Presidente da República saudou a colaboração da população de Cabo Delgado no combate aos terroristas. Terrorismo que segundo Nyusi por ser um mal global exige a coordenação de todas as nações.

O Acordo Geral de Paz assinado em Roma, no dia 04 de Outubro de 1992 acabou com 16 anos de guerra civil que fez milhares de mortes e destruiu diversas infraestruturas, entre públicas e privadas, provocando também descolados.

O governo de Moçambique, sob liderança de Joaquim Chissano, e a Resistência Nacional de Moçambique (Renamo), de Afonso Dhlakama, acordaram entre outros, o cessar-fogo, acantonamento, desmilitarização da Renamo, eleições gerais e multipartidárias que a partir de 1992 acontecem a cada cinco anos.

  •  
    631
    Shares
  • 631
  •  
  •  
  •  

Você pode gostar...

Deixe seu comentário

error: O conteúdo está protegido !!