Moçambique precisa de 94 milhões de euros para gerir deslocados

Segundo o Instituto Nacional de Gestão de Desastres, o Governo moçambicano precisa de 7 mil milhões de meticais para o plano de gestão dos deslocados dos ataques em Cabo Delgado.

O Governo moçambicano precisa de um total de 7 mil milhões de meticais (94 milhões de euros) para o plano de gestão dos deslocados devido à violência armada em Cabo Delgado, anunciou esta segunda-feira (12.04) o Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD).

O valor vai servir para melhorar as condições de alimentação, abrigo e educação, bem como relançar o setor privado e incentivar pequenas atividades para geração de rendimento nas populações deslocadas, disse Luísa Meque, diretora geral do INGD, durante uma reunião com quadros do Governo e parceiros em Pemba, capital provincial de Cabo Delgado.

Segundo a fonte, até ao momento, as autoridades têm assegurados cerca de 600 milhões de meticais [oito milhões de euros] para a implementação do plano, que integra várias ações estratégicas para assistência das populações afetadas.

Pemba é o principal destino

A cidade de Pemba, a capital de Cabo Delgado, tem sido o principal destino das populações que fogem dos ataques armados que começaram em 2017 em distritos mais a norte da província, albergando atualmente quase o dobro da sua capacidade.

A violência armada em Cabo Delgado começou há mais de três anos, mas ganhou uma nova escalada há duas semanas, quando grupos armados atacaram pela primeira vez a vila de Palma, que está a cerca de seis quilómetros dos multimilionários projetos de gás natural.

Os ataques provocaram dezenas de mortos e obrigaram à fuga de milhares de residentes de Palma, agravando uma crise humanitária que atinge cerca de 700 mil pessoas na província, desde o início do conflito, de acordo com dados das Nações Unidas.

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