MISAU quer travar cadeias de transmissão da COVID-19 para evitar colapso do sistema

O ministério da saúde recebeu ontem material médico e mobiliário hospitalar de sete empresas para protecção contra COVID-19. O ministro da Saúde, Armindo Tiago, disse que o apoio vai reforçar a luta contra a pandemia que já matou 128 pessoas no país.

Dos donativos, constam também ventiladores, 100 camas hospitalares e mesmo número de mesas de leito, oxímetros, concentradores de oxigénio, batas, máscaras e aventais.

Numa altura em que pelo menos 15.302 casos da COVID-19 já foram confirmados em Moçambique, é urgente evitar que mais pessoas se contaminem e proteger os profissionais de saúde que estão na linha da frente. O Ministério da Saúde diz estar a trabalhar no controlo das cadeias de transmissão da doença, para evitar o colapso do Sistema Nacional de Saúde.

“Todos sabemos que em termos numéricos a COVID-19 não pára. Nós temos mais de 15 mil casos, mais de 120 óbitos e um número considerável de pessoas cumulativamente internadas. E parte das pessoas que tiveram a doença são também profissionais de saúde. A nossa luta vai continuar a ser travada para parar as cadeias de transmissão, porque só dessa forma poderemos evitar que eventualmente o Sistema Nacional de Saúde entre em colapso”, disse Armindo Tiago.

O ministro da Saúde fez estes pronunciamentos esta quarta-feira, durante a recepção de donativos das empresas SASOL, SHELL, Porto de Maputo, SOTUX, Operation Smile, Heineken Moçambique e GAUFF Engineering. Trata-se de equipamentos de proteção individual, material médico e mobiliário hospitalar.

“Sendo Moçambique o coração das nossas operações, a Sasol não podia ficar indiferente aos desafios que a pandemia da COVID-19 continua a colocar ao Governo e ao povo moçambicano. Por isso estamos desde Março a apoiar o Governo e ao povo moçambicano. A Sasol estabeleceu uma parceria com a Shell e juntos conseguimos produzir 27 500 litros de desinfectante de mãos à de álcool, que hoje apraz-nos fazer a entrega conjunta ao Governo”, disse o director-geral da Sasol em Moçambique, Ovídio Rodolfo.

A cidade de Maputo é até ao momento a que tem registo de maior número de mortes, infecções e pacientes internados.

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