Ministro das Obras Públicas fala da polémica dos valores de reabilitação de sanitários

 

Osvaldo Machatine diz que algumas placas referentes às obras de reabilitação de sanitários escolares têm dados errados, por isso a instituição que dirige mandou rectificar. O governante avisou, no entanto, que o Governo não vai ceder a pressões sob o risco de não se fazer o trabalho desejado.

A pandemia da covid-19 e a necessidade de regresso às aulas nas escolas secundárias e institutos de formação de professores levou o governo a aprovar o programa de reabilitação de sanitários escolares. O mesmo está avaliado em 3.5 mil milhões de meticais e faz parte de um plano de emergência e não tardou também a emergência de polémicas relacionadas com algumas obras, como é o caso de Mopeia, na Zambézia, onde existe uma placa que indica um custo de mais de 7 milhões de meticais para a reabilitação de sanitários.

O ministro das Obras Públicas e Habitação, João Osvaldo Machatine, encontra-se em Nampula e foi a partir daquele ponto do país que deu outra versão dos factos. “É verdade que houve uma situação que nos fugiu do controlo e não é, também, da nossa responsabilidade, que tem a ver com os preços que foram por aí veiculados em placas de obras. Nós, para erguermos uma placa de obra o seu conteúdo deve ser validado pelo fiscal e homologado pelo dono ou promotor da obra. Naquele caso concreto foi uma acção unilateral do empreiteiro, razão pela qual o formato daquelas placas o conteúdo, o objecto das obras que consta nas placas não corresponde ao objecto dos cadernos de concurso. Como sabem, os concursos, as empresas foram seleccionadas por lotes e não por escolas e têm um preço global por lotes. O que nós vemos nessas placas são preços por escolas e não corresponde àquilo que são os documentos dos concursos”, explicou João Osvaldo Machatine.

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