MINEC confirma deportações de deslocados moçambicanos da vizinha Tanzânia

A diplomacia nacional diz estar em contactos com as autoridades tanzanianas, para encontrar melhores formas de proteger os refugiados moçambicanos que procuram refúgio naquele país.

A informação foi avançada pelo Embaixador António Macheve, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MINEC), reagindo a informações, inicialmente reveladas por agências humanitárias, dando conta de deportações em massa, de deslocados moçambicanos que procuram protecção na vizinha Tanzânia.

O porta-voz do MINEC confirmou o facto, frisando tratar-se de uma medida determinada por decisões do Governo tanzaniano.

“A Tanzânia tomou uma decisão de que não deve criar campos de refugiados na fronteira com Moçambique. O que acordamos com a Tanzânia é que eles vão proteger os nossos cidadãos, sempre que entrem lá e o que eles fazem é transportá-los da fronteira de Namuno, percorrem cerca de 300 quilómetros com protecção, até a fronteira de Negumano, no Niassa, onde a situação é mais segura e são devolvidos para o território nacional”, explicou o porta-voz.

Perante a situação, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, diz estar à procura de formas de melhorar o tratamento. “Continuamos a trabalhar com o Governo tanzaniano para encontrar melhores formas de proteger estes cidadãos”.

 

CASO CASSIEN

O Governo moçambicano abordou, nesta quinta-feira, pela primeira vez, o caso do desaparecimento do jornalista ruandês, Ntamuhanga Cassien, que há cerca de três semanas, está em parte incerta.

Através do seu porta-voz, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MINEC), disse ter tomado conhecimento do desaparecimento de Cassien, e garantiu que o caso está sob investigação policial.

“Nós tomamos conhecimento do desaparecimento desse cidadão, mas nós, como Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, não temos muito a dizer neste momento, porque o caso está a ser investigado pela Polícia, no caso particular, pelo Serviço de Investigação Criminal e só depois de terminado o inquérito é que podemos, eventualmente, nos pronunciar”, disse o Embaixador António Muchave, porta-voz  do MINEC.

As autoridades confirmaram que Cassien está em Moçambique de forma oficial e tem estatuto de refugiado atribuído pelas entidades competentes.

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