Mambinhas despedem-se sem honra nem glória

Os Mambinhas de sub-20 despediram-se com uma derrota diante dos Camarões por 1-4, em partida da terceira jornada do CAN da categoria, que se disputou este sábado. Os Mambinhas somaram por derrotas os três jogos realizados.

Depois de ter feito quatro alterações no jogo da segunda jornada, diante da Mauritânia, em relação ao primeiro jogo, Dário Monteiro voltou a fazer mais alterações no jogo diante dos Camarões, aquele que era esperado com sendo de honra e de suspresa.

Desde a baliza, onde Simone e Kimiss tiveram oportunidade de jogar, passando pelos restantes sectores, onde apenas Alberto Alface, Belarmino Manhice, Celton Jamisse e Cardoso Novela, este último que teve uma lesão grave contra os Camarões, foram os titulares em todos os jogos, contrastando com jogadores como Pablo Bechardas, Simon Cipriano, José Zavala e Valdimiro Paulino, de quem se esperava muito, tendo em conta a sua experiência nas camadas de formação e por aquilo que fizeram ao longo do torneio Cosafa para alguns deles.

Keys, Ivan, Gaby, Cleyd e Gianluca Lorenzoni foram outros atletas que, apesar de se tererm destacado pouco, já mostram sinais de poderem parte, num futuro breve, nas escolhas iniciais das camadas de formação, contrastando com outros, casos de Zidane, Miguel, Osama, Jossias e outros, que não tiveram oportunidade de se mostrar nesta competição.

A falta de um “onze” consistente e que desse confiança a equipa técnica, terá sido o primeiro calcanhar de aquiles desta selecção, que nunca conseguiu ser espelho dos Mambinhas que conquistaram o torneio regional da Cosafa.

FECHAR EM MODO DOBRADO

Se nos primeiros dois jogos os Mambinhas haviam sofrido quatro golos, sendo dois diante do Uganda e outros tantos frente a Mauruitânia, este sábado foi a dobrar. Foram quatro golos sofridos diante do Camarões, numa partida que deu a possibilidade de Etienne Eto’o, filho do lendário e antigo jogador dos “leões indomáveis” Samuel Eto’o, se exixbir a contento e brilhar, com dois golos de bola parada, ambos da segunda parte, sendo o primeiro de livre e o segundo de grande penalidade.

Kevin Prince Milla e Abdoulaye Yahaya foram os autores de outros dois golos da goleada imposta pelos camaroneses aos jovens jogadores moçambicanos.

Aliás, os gritantes erros defensivos foram preponderantes para uma prestação desastrosa dos Mambinhas no CAN da Mauriânia, que causaram oito golos mais consentidos do que conseguidos pelos adversários.

Aliás, Dário Monteiro reconheceu que os erros foram determinantes para tal, por isso mesmo terá assumido, desde logo, que esta primeira participação era somente para ganhar experiência, tendo em conta que mais da metade dos jogadores que estiveram na Mauritânia podem voltar a disputar um segundo CAN, caso os Mambinhas voltem a se qualificar, daqui a dois anos.

GIANLUCA LORENZONI ENTRA PARA HISTÓRIA

Com pouca acção dos moçambicanos na resposta aos desaires dos Mambinhas, embora Gaby, Dércio e Celton tivessem tentado, com jogadas vistosas e remates de meia distância, que dão certeza de que há uma selecção do futuro, foi um “estrangeiro” a entrar para história da selecção moçambicana na categoria de sub-20.

Gianluca Lorenzoni, nascido na França e com dupla nacionalidade, mas tendo se naturalizado italo-moçambicano, foi quem fez história ao pontar o único golo dos Mambinhas numa fase final de um CAN da categoria, ou seja, na sua primeira aparição na prova continental. E curiosamente contra a poderosa selecção dos Camarões, num livre directo, quando o combinado moçambicano já perdia por 0-3. Um golo que soube a pouco para uma selecção que teve três jogos, dois dos quais com adversários do seu nível, que tal como os Mambinhas faziam a sua estreia num CAN.

Mas dos principais destaques não se pode fugir de Kimiss Zavala, jovem de 16 anos que tudo fez para evitar resultados ainda mais assustadores contra Mauritânia e Camarões, nos dois jogos que disputou. Um guarda-redes do futuro para as selecções nacionais de formação até a principal.

IGUAL AOS MAMBAS

Os Mambinhas não fizeram melhor que os Mambas em dose dupla. Na estreia em uma competição continental, tal como em 1986, quando os Mambas disputaram o seu primeiro CAN, e perderam os três jogos disputados, os Mambinhas também fizeram o mesmo na sua primeira aparição.

Mas os Mambinhas também sofreram uma pesada goleada diante dos Camarões, tal como o fizeram os Mambas, na última partida disputada contra os “leões indomáveis”. As duas selecções perderam pelo mesmo resultado de 1-4. A mostrar que o poderio dos camaroneses é forte para Moçambique.

Três jogos, igual número de derrotas, oito golos sofridos e apenas um marcado é o saldo dos Mambinhas no CAN da Mauritânia, a ser uma participação sem honra nem glória.

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