Malária matou 356 pessoas no primeiro semestre deste ano em Moçambique

O país registou, no primeiro semestre deste ano, mais seis milhões e seiscentas pessoas com malária, 356 das quais morreram, segundo o ministro da Saúde, Armindo Tiago, que lamenta o facto de a doença ainda ter um peso significativo na economia do país

Quarenta e nove em cada 100 habitantes morrem vítimas de malária e 39 em cada 100 habitantes convive com a doença. De acordo com o ministro da Saúde, os casos desta doença tendem a aumentar anualmente.

Moçambique registou 6.685.873 casos de malária no primeiro semestre de 2020, contra 6.318.292 casos, em 2019, o que representa um aumento de 6%”, disse Armindo Tiago, acrescentando que este número constitui preocupação para o Governo, uma vez que interfere negativamente no desenvolvimento económico e social do país.

Entretanto, o número de óbitos tem tendência inversa, o que segundo o governante, mostra o esforço feito pelo Executivo para travar a doença.

“No primeiro semestre de 2020, registámos 35.136 casos de malária grave que resultaram em 365 óbitos, contra 44.320 casos e 465 óbitos em igual período do ano passado. Esta tendência de redução de óbitos devido à doença tem-se mantido nos últimos cinco anos”, disse Armindo Tiago.

O ministro lamentou o facto de a malária não só trazer impactos negativos à vida humana, como também à economia do país. O Executivo gasta cerca de 20 milhões de dólares para reduzir os impactos da doença, de acordo com o governante.

A situação é agravada pela pandemia da COVID-19, mas o Governo reitera que não está “apenas interessada em combater a COVID-19”, mas “também acabar com a malária”.

Neste contexto, foi lançada esta segunda-feira a Associação para Fundo de Combate à Malária em Moçambique, que tem o objectivo de erradicar a doença no país até 2030.

Segundo Armindo Tiago, esta iniciativa constitui importante ferramenta para cumprir os objetivos da iniciativa “Zero Malária Começa Comigo”, lançada pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, em Junho de 2018, durante o 1?Fórum Nacional da Malária, que tinha como objectivo, também, reduzir o “peso da doença”.

Aliada à iniciativa, iniciou ainda esta segunda-feira a distribuição de 16 milhões de redes mosquiteiras tratadas com insecticidas. O objectivo é fazer com que pelo menos 90% dos agregados familiares tenham redes mosquiteiras para se protegerem do mosquito causador da malária.

A distribuição vai até Novembro e serão abrangidas as províncias da Zambézia, Niassa, Sofala, Manica, Inhambane e Gaza.

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