Mais de 15 mil migrantes cruzaram Ressano Garcia em uma semana

De 25 a 31 de Março, a maior fronteira nacional registou, entre entradas e saídas, pouco mais de 15 mil pessoas, num movimento considerado normal, mas abaixo do que eram as expectativas para as festas cristãs da Páscoa

No primeiro dia do mês, data que antecede à Sexta-feira Santa, uma das celebrações mais importantes para a comunidade cristã, as autoridades migratórias faziam as contas do movimento.

De 25 a 31 de Março, cruzaram a fronteira de Ressano Garcia, 15.108 mil migrantes, destacando-se as saídas, que registaram maior número. Os dados oficiais indicam que passaram para o lado sul-africano 8.754 pessoas e, no sentido contrário, entraram 6.354.

No sentido Moçambique-África do Sul, a nossa reportagem encontrou o padre Arão Mazive que, devido às restrições de cultos no país, decidiu cruzar a fronteira para juntar-se a outros fiéis católicos com o intuito de comemorar a Páscoa.

“Estou aqui, nesta fronteira, para transitar para África do Sul para celebrar as solenidades da Santa Páscoa. Nós estamos na época da pandemia e, infelizmente, por causa disso, tivemos proibição de celebrações. Aqui na África do Sul, como está aberto, naturalmente vamos celebrar lá a Santa Páscoa”, explicou o padre.

Carlitos Nhanteve fez o sentido contrário. Vinha da África do Sul e o destino era a província de Inhambane, onde vai festejar com a família. Calma, foi a descrição que Carlitos fez sobre a sua viagem e mostrou-se ansioso para chegar à casa.

PLANTÃO SANITÁRIO

Na fronteira de Ressano Garcia, o sector da Saúde destacou uma equipa alargada de técnicos para rastrear e despistar a COVID-19. Entretanto, até ao meio da manhã desta quinta-feira, não havia registo de casos da doença.

“Até ao dia 30, foram testados 331 mineiros e, até agora, os resultados foram todos negativos. Quando eles (mineiros) chegam sem o teste, nós temos testes rápidos e damos o resultado em 15 minutos. Para outros viajantes, fazemos testes a todos aqueles que não apresentam testes. Se não forem moçambicanos, não entram, porque há obrigatoriedade de apresentar o teste PCR com resultado negativo. Quem não tem esse teste, volta e, se for moçambicano, fazemos teste rápido aqui ou recomendamos a quarentena no seu domicílio. Tiramos todos os dados e ele é acompanhado até ao seu destino”, explicou Celestina da Conceição, médica-chefe provincial que assiste a equipa em plantão naquele posto fronteiriço.

Neste momento, a Fronteira de Ressano Garcia funciona das 6h00 às 20h00 e espera-se que, no período de pico, após a Páscoa, haja acréscimo de uma hora, ou seja, o posto vai encerrar às 21 horas.

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