Insurgência em Cabo Delgado já preocupa o mundo, dizem analistas

A insurgência em Cabo Delgado é já preocupação da região e do mundo, dizem analistas reagindo ao pedido americano de ter o Zimbabwe a ajudar Moçambique a combater o grupo que ja matou mais de 1500 pessoas.

O pedido americano foi feito pelo Secretário de Estado – Adjunto para os Assuntos Africanos, Tibor Nagy, ao chefe da diplomacia do Zimbabwe, Sibusiso Moyo.

“Definitivamente o assunto Cabo Delgado deixou de ser apenas de Moçambique. É um assunto da região, e é um assunto de todo mundo”, diz o jurista Egídio Plácido.

Este analista diz que, pelo facto de o Parlamento Europeu também ter debatido “o grito de Moçambique, se calhar a comunicação que o país está a fazer para chamar atenção (…) está a surtir algum efeito”.

Para o jurista Simāo Nhambi “o interesse dos EUA em apoiar Moçambique já vem tarde, na verdade, porque como estado hegemônico mundial já deveria ter há muito tempo se manifestado em atender esse assunto”, que se prevalecer por muito tempo “pode também afetar os países da região”.

Plácido, que esteve recentemente em Cabo Delgado, diz que o apoio do Zimbabwe pode ser crucial, apesar da crise financeira que enfrenta.

“É preciso ter em conta o conhecimento militar que o Zimbabwe tem que não é de menosprezar, e nesse aspeto em concreto poderá ajudar a Moçambique”, diz.

E Nhambi diz que que só com apoio de países com os Estados Unidos é que o Zimbabwe pode ter capacidade de intervir em Moçambique no combate à insurgência, uma vez que a sua crise“também afeta toda a logística militar”.

Por via dos Estados Unidos, diz Nhambi, “podem entrar apoios para reforçar a logística do exército zimbabweano que poderia estar disponível para apoiar o nosso país no combate ao terrorismo”.

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