Há mais de 407 mil desempregados, mas subutilização do trabalho supera as 748 mil pessoas

Uma subida de 37% face ao mês de julho de 2019 e mais 0,2% em relação a junho. Algarve é a região mais afetada

A pandemia está a causa muitos estragos e o mercado de trabalho já espelha o efeito Covid-19. Ontem o Instituto Nacional de Estatística disse que a subutilização do trabalho passou a abranger 748,7 mil pessoas no segundo trimestre do ano, o que se traduziu num aumento da taxa de subutilização do trabalho de 12,9% para 14%. Destes, 406.665 eram os desesempregados inscritos no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

NOTA: A subutilização do trabalho é um indicador que agrega a população desempregada, o subemprego de trabalhadores a tempo parcial, os inativos à procura de emprego mas não disponíveis para trabalhar e os inativos disponíveis mas que não procuram emprego . Dadas as restrições à mobilidade associadas à pandemia, a análise da evolução deste indicador é particularmente relevante neste contexto.

Hoje o IEFP veio dizer que no fim do mês de julho estavam registados nos serviços de emprego do Continente e Regiões Autónomas 407.302 indivíduos desempregados.

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Número que representa 74,5% de um total de 546.846 pedidos de emprego.

Para o aumento do desemprego registado, face ao mês homólogo de 2019, variação absoluta, “contribuíram todos os grupos do ficheiro de desempregados, com destaque para as mulheres, os adultos com idades iguais ou superiores a 25 anos, os inscritos há menos de um ano, os que procuravam novo emprego e os que possuem como habilitação escolar o secundário.”

A nível regional o desemprego registado aumentou na generalidade das regiões, com exceção da Região Autónoma dos Açores. Dos aumentos homólogos o mais pronunciado deu-se na região do Algarve (+216,1%). No oposto encontra-se a região dos Açores com -1,4%.

Considerando os grupos profissionais dos desempregados registados no Continente, salientam-se os mais representativos, por ordem decrescente: “Trabalhadores não qualificados“ (25,4%); “Trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção segurança e vendedores” (22,1%); “Pessoal Administrativo” (11,8%); “Trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices” (10,4%)” e “Especialistas das atividades intelectuais e científicas” (10,0%).

Relativamente ao mês homólogo de 2019 (excluindo os grupos com pouca representatividade no desemprego registado), o grupo “Trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção segurança e vendedores” (+59,9%) apresentou a mais expressiva subida percentual do desemprego, seguido dos grupos “Operadores de instalações e máquinas e trabalhos de montagem (+56,5%) e “Pessoal administrativo”(+41,9%).

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