Governo vai “apertar” fiscalização às medidas de prevenção da COVID-19

O Presidente da República, Filipe Nyusi, anunciou esta quarta-feira que vai “apertar mais na fiscalização e responsabilização” devido ao incumprimento das medidas de prevenção e combate ao novo Coronavírus, o que dita o aumento de pessoas infectadas, sobretudo na cidade de Maputo, onde a capacidade de internamento está no limite.

“A taxa de ocupação de camas na cidade de Maputo triplicou nas últimas três semanas”, salientou Filipe Nyusi e disse mais: “actualmente, 100 por cento das camas dos cuidados intensivos” na capital do país está ocupada.

“Estamos a dizer, aqui em Maputo, onde temos mais capacidade do que o resto o país, todas as camas que tinham sido preparadas estão ocupadas. Significa que se um de nós estiver infectado ou numa situação já de doença pode não ter espaço no hospital. E, sobretudo, não ter ventilador. Eticamente, os médicos não vão tirar o ventilador ou tirar da cama aquele que está doente para” acomodar outro paciente.

“Quando nós dissemos que iríamos relaxar ou desconfinar, as pessoas pensaram que a doença acabou. Não acabou, está a matar mais ainda”, disse o Chefe de Estado e explicou que “alguns dos nossos concidadãos, quando se encontram nas praias se comportam como se a situação da pandemia já estivesse controlada. Não observam nenhuma medida de prevenção”.

Filipe Nyusi esclareceu: “ainda não estou a dizer que as praias estão fechadas. E devia fazer isso porque fui aconselhado até nesse sentido. Mas eu tenho fé na consciência dos moçambicanos e de todos os que vivem em Moçambique”.

Entretanto, por causa das anomalias “que verificámos na semana passada, vamos, a partir de hoje, apertar mais nas medidas de fiscalização e responsabilização”.

A ministra da Educação e Desenvolvimento Humano “ainda hoje vai falar sobre como é que a retoma de aulas vai acontecer. O ministro do Interior vai comunicar que medidas de aperto concretamente” serão feitas, “sobretudo no aspecto de fiscalização”.

Falando na cerimónia de lançamento de “Iniciativas das Energias Renováveis”, que se enquadra na “Promoção de Leilões para Energias Renováveis (PROLER)”, o Chefe de Estado disse que “o país não pode desenvolver sem que o seu povo tenha saúde”.

Todavia, as medidas preventivas e restritivas no sentido de “retardar o pico da pandemia” e proteger o sistema nacional de saúde “não estão a ser devidamente cumpridas”.

 

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