FRELIMO sobre a Junta Militar: “leve estes criminosos à barra do tribunal”

FRELIMO apelou à PGR a divulgar os resultados da audição que realizou a alguns deputados da RENAMO que estariam ligados à Junta Militar. No Parlamento a oposição também “pediu contas” ao Governo.  

Mariano Nhongo, líder da Junta Militar

O Governo moçambicano foi ao Parlamento, esta sexta-feira (15.05), prestar informações a pedido das bancadas parlamentares. Contrariamente ao partido no poder, a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), a Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) fizeram uma apreciação negativa ao informe do Executivo.

O deputado da FRELIMO, Zezinho Ricardo José, apelou à Procuradoria-Geral da República (PGR) para divulgar os resultados da audição que realizou a alguns deputados da RENAMO que estariam ligados à Junta Militar.

“Digníssima Procuradora reaja por favor, leve estes criminosos à barra do tribunal.”

O deputado António Muchanga, um dos indiciados, disse que as acusações não tinham fundamento: “Não basta acusar é preciso provar.”

Por seu turno, o ministro do Interior, Amade Miquidade, sublinhou que a missão das Forças de Defesa e Segurança (FDS) é de defender a soberania, proteger a pátria e assegurar a ordem e segurança públicas.

“Nós não temos conhecimento de qualquer membro das Forças de Defesa e Segurança que esteja a trair a pátria. Se o estiverem, e os que estiverem, não estarão acima da lei.”  

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