Finalmente, a bola vai rolar…

Depois de várias incertezas, o campeonato nacional de futebol vai, desta vez, arrancar, amanhã, com a edição 2021 do Moçambola. O destaque da jornada inaugural, para além do jogo de abertura, entre Associação Desportiva de Vilankulo (ex-ENH) e o Ferroviário de Nacala, vai para os embates entre o Ferroviário de Maputo e a União Desportiva de Songo e entre o Ferroviário da Beira e o Costa do Sol.

Depois de um ano inteiro de incertezas, teve que se passar para o ano seguinte para ver a bola rolar, naquela que é a maior competição futebolística do país, o Moçambola. Foram muitos adiamentos, respectivamente em Outubro, em Novembro e em Dezembro, mas finalmente em Janeiro, a bola volta a rolar no país.

ABERTURA EM VILANKULO

Tal como já havia sido prometido, a cerimónia de abertura terá lugar no Alto Macassa, em Vilankulo. Só não se imaginava que seria em moldes nunca antes projectados, já que de cerimônia mesmo, não haverá quase nada, senão o pontapé de saída e o jogo entre a Associação Desportiva local e o Ferroviário de Nacala.

Ou seja, não haverá a tradicional festa, com espectáculo musical, onde vários artistas animam os presentes e os que assistem pela televisão, até poque nem público teremos nas bancadas, senão mesmo os “convidados de luxo” da Liga Moçambicana de Futebol, nomeadamente os dirigentes das duas colectividades, do município e do futebol moçambicano, nomeadamente a FMF, SED e outros.

O jogo, esse, vai envolver duas equipas que se conhecem bem, já que se cruzaram por 10 ocasiões, com o equilíbrio a ser tónico, uma vez que os “locomotivas” venceram quatro jogos e os “hidrocarbonetos” por três vezes. Registo ainda de três empates. Mas também vai opor dois treinadores jovens e que sabem estar nas suas equipas, nomeadamente Victor Mayamba, pelo lado dos donos da casa, e Antero Cambaco, pelo lado dos visitantes.

Uma partida que é inaugural e, por conta disso, especial, motivo mais que suficiente para ter um trio de arbitragem especial, composto por mulheres, nomeadamente Ema Novo a comandar e a ser auxiliada por Roda Mondlane e Olinda Augusto.

Um jogo cujas emoções serão acompanhadas em directo, na Stv Notícias, este sábado a partir das 15H00.

JOGOS ESCALDANTES EM MAPUTO E BEIRA

Mas há mais embates interessantes nesta jornada inaugural do Moçambola 2021, já no domingo. Em Maputo, mais concretamente no Estádio da Machava, teremos a reedição da última final da Taça de Moçambique, entre Ferroviário de Maputo e União Desportiva de Songo.

Nessa final os “hidroeléctricos” venceram por duas bolas sem resposta e motivos bastantes para que o ensejo de vingança “locomotiva” faça deste jogo um grande jogo. E claro, as duas equipas vem se preparando a contendo para esta competição e tudo farão para amealhar os primeiros pontos, que serão importantes nas contas finais.

Até porque os jogos de controlo que foram realizando, adicionados a recente eliminação da turma de Songo, fazem prever um embate de gigantes, que terá a arbitragem de Adriano Alfinar, auxiliado por Zacarias Baloi e Castro Betane.

Já no Chiveve estará o melhor trio do país: Celso Alvação, Arsénio Marrengula e Osvaldo de Jesus para ajuizar o embate entre o Ferroviário da Beira e o Costa do Sol.

Apetrechados esta temporada e com uma estrutura forte em termos de organização, os “canarinhos” são fortes candidatos a vencerem a partida e, quiça, o Moçambola, mas terá que demonstrar dentro das quatro linhas, num terreno que não é fácil para qualquer adversário e onde a felicidade tem sido menos para os visitantes.

Mesmo sem público, o Caldeirão vai fervilhar com esta partida de colossos, que será, certamente, de grandes emoções para Mambucho, que trocou os beirenses pelo ninho do canário.

DOIS ESTREANTES JOGAM FORA

No que aos estreantes diz respeito, destaque para dois que começam a saga do Moçambola fora de portas. A Black Bulls desloca-se a Nampula para defrontar o Ferroviário de Nampula e vai, certamente, querer provar porque os Mambinhas sub-20 tem quase metade do seu plantel composto por jogadores da sua casa. E também vai querer mostrar que não está fragilizada com esta sangria de jogadores que estão em estágio em Songo.

E o Ferroviário de Nampula também vai querer mostrar que factor casa ainda é válida, mesmo sem público e amealhar os primeiros pontos. Ou seja, espera-se equilíbrio neste jogo.

Mais difícil será a vida do Ferroviário de Lichinga, que atravessa todo país para chegar a Maputo para defrontar a Liga Desportiva de Maputo. A suposta desistência da turma de Hanhane teve repercussão, já que muitos jogadores saíram da colectividade, mas Ali Hassan quer mostrar a sua veia talentosa de treinador e sair com os três pontos. Já os “locomotivas” de Lichinga querem se mostrar ao futebol moçambicano a partir desta jornada.

Sorte diferente teve o Matchedje de Mocuba que inicia a odisséia em casa, recebendo o Desportivo Maputo. Os problemas enfrentados pelos “alvi-negros” nos últimos tempos fazem antever uma partida equilibrada, pese embora a turma de Rogério Marianni esteja com níveis elevados, mas os “militares” de tudo farão para surpreender neste arranque do Moçambola 2021.

OS ÚLTIMOS A ENTRAREM JOGAM JUNTOS

Finalmente o embate duas equipas que foram as últimas a serem confirmadas nesta competição, em face do processo de licenciamento: Incomáti e Textáfrica de Chimoio. Algo curioso nesta partida é que Artur Comboio e alguns dos seus jogadores no Incomáti de Xinavane, vão defrontar a sua antiga equipa, pelo menos onde treinaram durante algum tempo, ano passado, e onde foram afastados sem sequer realizar um jogo. Do lado dos “fabris” do Planalto está Amide Tarmamade, que depois do sucesso no Maxaquene, agora quer se “exibir” no centro.

Esta partida será, certamente, caracterizada por um equilíbrio, onde o vencedor só será conhecido ao cabo dos 90 minutos, quando Simões Guambe der o apito final.

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