Filipe Nyusi condena violência armada em Moçambique

Filipe Nyusi defendeu o reforço das forças do Estado para responder à violência no norte do país. Por seu turno, o líder da RENAMO pediu o “respeito dos direitos fundamentais”.

Em Moçambique, mais de mil antigos guerrilheiros da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) passaram já à vida civil no âmbito do processo de Desmobilização, Desarmamento e Reintegração (DDR) da força residual do maior partido da oposição, que deverá abranger cerca de cinco mil homens até junho de 2021, anunciou este domingo (04.10) o Presidente Filipe Nyusi.

Por seu turno, o líder da RENAMO, Ossufo Momade, acusou a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) de promover a intolerância política e questionou se ao agir desta maneira o partido no poder não pretende desarmar a RENAMO para depois “fazer caça às bruxas aos seus membros”.

Numa comunicação à nação por ocasião do dia nacional da paz e da reconciliação nacional, Nyusi não poupou críticas aos “concidadãos que procuram ameaçar e atacar os nossos compatriotas que, com consciência própria e patriótica, decidiram entregar as armas e seguir um novo rumo de vida”.

“Estes concidadãos devem ser respeitados e merecem o nosso apoio”, sublinhou o chefe de Estado.

Paz e reconciliação

Moçambique assinalou este domingo o dia nacional da paz e reconciliação nacional por ocasião da passagem do 28º aniversário da assinatura do acordo de Roma, que pôs fim a 16 anos de guerra civil, levada a cabo pela RENAMO.

Tanto Filipe Nyusi como Ossufo Momade reiteraram o seu cometimento com a paz e a necessidade de se manter a reconciliação

“Infelizmente, celebramos 28 anos dos acordos de paz com dor e mágoa, porque uma parte da população das províncias de Cabo Delgado, Sofala e Manica ainda vive o drama da violência armada”, lamentou Nyusi.

Desde 1992 foram assinados, em Moçambique, três acordos de paz, mas todos fracassaram e o país voltou a mergulhar sempre em guerra.

Atualmente, registam-se ataques armados protagonizados por um grupo dissidente da RENAMO, a autoproclamada Junta Militar, no centro do país, e de um grupo de insurgentes, alegadamente jihadistas, em Cabo Delgado.

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