Exército moçambicano sem controlo de Palma uma semana após ataque

Forças Armadas de Moçambique admitiram que ainda não retomaram o controlo de Palma, na província de Cabo Delgado, onde um ataque terrorista realizado há uma semana causou dezenas de mortes e milhares de desalojados.

O vice-chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas de Moçambique, Bertolino Jeremias Capitine, disse esta terça-feira (30.03) a um grupo de jornalistas em Afungi, perto de Palma, que soldados de várias especialidades estão a tentar acabar com os pontos de resistência jihadista que ainda persistem na cidade.

O exército está a postos e espera que a população deslocada por causa da violência possa em breve regressar à cidade, disse ainda Capitine.

“Eram centenas, vindos de vários lados da cidade, e tivemos de fugir porque havia apenas mais ou menos 35 soldados no posto militar”, relatou um dos militares feridos no ataque, em declarações à Agência Efe.

Feridos e sem transporte, resolveram esconder-se nas florestas de Palma, onde sobreviveram até serem resgatados no sábado pelo exército, contou o mesmo soldado. Foram depois levados para as instalações da companhia petrolífera francesa Total em Afungi, de onde foram transportados para um hospital, embora um civil tenha morrido no voo.

Outro soldado ouvido pela Efe descreveu o ataque como “um massacre”. Segundo o militar, foi preciso sair à pressa de um posto de intervenção rápida, onde haviam recebido armas e munições recentemente.

Depois de ter dado prioridade aos quase dois mil trabalhadores e subcontratados do multimilionário Projeto LNG da Total, as equipas de resgate começaram a retirar os habitantes de Palma.

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