EUA. Criança morre à fome. Menino passava 16 horas por dia num armário

Os pais e a avó da criança, que morreu aos seis anos, estão acusados de homicídio qualificado, abuso infantil e sequestro.

Deshaun Martínez, um menino seis anos, morreu em março, em Coconino, no estado do Arizona, Estados Unidos. Cerca de três meses após a sua morte, a polícia local revelou, ontem, o relatório da autópsia da criança, na qual é confirmado Martínez morreu de subnutrição.

O documento, segundo a comunicação-social norte-americana, detalhou ainda que o menor pesava oito quilos quando faleceu.

Martínez e o irmão mais velho, cuja idade ou estado de saúde não foram revelados, eram fechados pelos pais num armário durante 16 horas por dia.

Os procuradores têm agora até ao final de julho para decidirem se vão pedir pena de morte (ainda em vigor naquele estado) para os pais, Anthony Martínez e Elizabeth Archibeque, e para a avó da criança, Elizabeth Archibeque. Os três suspeitos, que se dizem inocentes, estão acusados de homicídio qualificado, sequestro e abuso infantil.

Na altura da morte do menino, os familiares justificaram o peso da criança à toma de medicamentos para emagrecer. Contudo, depois, os progenitores reconheceram que castigavam os filhos deixando-os num armário fechado e que tinham dado “pouca comida” aos dois rapazes porque estes “roubavam alimentos” de noite, enquanto a família dormia.

O relatório da autópsia refere ainda que o menor tinha vários arranhões e nódoas negras no corpo.

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