Edil de Quelimane diz que tecnologias estão a ajudar a maximizar recolha de receitas na edilidade

Manuel de Araújo deixou essa constatação num painel da Feira Moztech, onde teve a oportunidade de abortar a importância das tecnologias no funcionamento do município que dirige.

Os municípios nacionais dependem da cobrança de impostos e taxas para garantir o seu funcionamento e para fazer investimentos. É nessa ordem, que a edilidade de Quelimane tem estado a intensificar o uso de tecnologias para maximizar as cobranças e garantir transparência na sua gestão. “Quando entramos todo o trabalho no sector de receitas era feito de forma manual, o que causava uma grande morosidade, mas também diminuía a transparência. Começamos a nossa aposta nessa área de receitas porque entendemos que era uma área fulcral para a sobrevivência de toda a nossa actividade. Sem receitas próprias não podemos falar de descentralização ou poder local. E foi a partir desse sector que fomos digitalizando outras áreas”, referiu o governante para depois acrescentar “na colheita das taxas municipais provenientes dos mercados, cada um dos nossos fiscais têm um dispositivo que ele permite imprimir a senha e no momento da impressão da senha nós aqui no município temos acesso imediato àquela transação, o que favorece a que haja mais transparência e menor possibilidade de desvio desses recursos”.

Segundo explicou Manuel de Araújo outras soluções foram adoptadas pela edilidade de modo a criar facilidades tanto para os profissionais afectos ao município, assim como para aos munícipes. “Por exemplo na área dos transportes, a Empresa Municipal dos Transportes Públicos de Quelimane, está a usar uma plataforma para facilitar a vida dos utentes que é, na verdade, um passe social único. Notámos que esse mecanismo cria maior eficiência aos trabalhos desenvolvidos pela empresa e ademais cria facilidades aos utentes que conseguem ganhos pois a tarifa é reduzida”, detalhou.

Manuel de Araújo reconheceu ainda que persistem desafios na gestão municipal e na aplicação de tecnologias no seu município. “Temos o desafio de descentralizar os serviços para que o munícipe não tenha que percorrer grandes distâncias para ter acesso à informações ou documentos. Por isso que está em marcha uma iniciativa de descentralização de alguns serviços para os nossos cinco postos administrativos”, descreveu tendo depois avançado que “temos apostado em formações. Desde 2017 criamos telecentros nesses cinco postos administrativos. Além de equipamentos, temos nesses centros temos técnicos superiores a fazer a sua gestão. Esses centros não servem apenas para formar o nosso pessoal, mas também para formar as comunidades locais para que tenham uma maior literacia digital”.

O edil de Quelimane disse ainda que quando chegou, aquele município tinha apenas quatro computadores e agora conta com mais de uma centena, facto que está a contribuir para a flexibilização na prestação de serviços.

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