Dilon Djindji quer gravar (em disco) 30 músicas inéditas

O cantor e compositor disse, esta sexta-feira, em Marracuene, que reúne pelo menos 30 músicas inéditas. Aos 93 anos de idade, o grande objectivo do autor é gravar um novo disco a solo.

Ali na Vila de Marracuene, há mais ou menos 30km da cidade de Maputo, vive “O rei da marrabenta”. A sua casa encontra-se à beira da estrada e, não poucas vezes, é visitada por curiosos ou por personalidades que reconhecem na longevidade de Dilon Djindji algo autêntico. Esta sexta-feira, uma das pessoas que lá foi ter com o compositor e cantor é a Ministra da Cultura e Turismo, Eldevina Materula, acompanhada pelo Administrador de Marracuene, Shafee Sidat.

À margem dessa recepção, em exclusivo a este jornal, o “king” partilhou que, aos 93 anos de idade, continua a compor e a cantar. Facilmente. Uns 5 minutos e… pimba. Sai uma composição. Por isso, tem uma vontade enorme de gravar em disco cerca de 30 músicas inéditas, guardadas no seu espólio por falta de financiamento.  Enquanto houver saúde, Dilon Djindji quer continuar a compor e a gravar música, porque, para si, cantar significa promover o seu distrito de Marracuene e o país inteiro. “Temos de cantar para alegrar os corações das pessoas. Quando isso acontece, até os nossos antepassados descansam em paz”.

Na verdade, Dilon Djindji, neste momento, tem dois projectos. Além de gravar as músicas inéditas, pretende reproduzir duzentas cópias do disco “O rei da marrabenta” para oferecer aos médicos e ao pessoal da Saúde como reconhecimento da dedicação prestada aos cidadãos neste momento difícil. “Os médicos ajudam-nos bastante e as pessoas estão a ser curadas nos hospitais”.

Sobre a visita de Eldevina Materula, acompanhada por Shafee Sidat, o “king” disse que é sempre especial quando é visitado por um dirigente moçambicano. Tal gesto, acrescentou, faz com que se sinta valorizado. Entretanto, não deixou de lamentar por não receber a pensão do idoso, o que complica e muito a necessidade de levar pão à mesa, sobretudo agora, sem possibilidades actuar num espectáculo com público.

Dilon Djindji nasceu a 14 de Agosto de 1927, em Marracuene. 10 anos depois, descobre a música, que o permitiu cantar nos seguintes países: África do Sul, Portugal, Inglaterra, Noruega, Alemanha e Emirados Árabes Unidos. Um dos seus pilares é a esposa, Alice Macanana, com quem teve oito filhos, fruto de um casamento que já dura há apenas… 60 anos.

Deixe seu comentário