Défice de energia continuará a aumentar

MAPUTO- A Electricidade de Moçambique (EDM) explica que a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) é a principal fonte de geração de electricidade no país, com uma capacidade instalada de 2.075MW, dos quais 1.500MW estão comprometidos com a sul-africana ESKOM, através de um acordo de longo prazo que termina em 2029.

“(Os restantes) 500MW destinam-se ao consumo doméstico, divididos em 300MW e 200MW entre energia firme e não firme. Visto numa perspectiva de desenvolvimento nacional a longo prazo, o actual mecanismo da tarifa não é do melhor interesse de Moçambique, porque estamos a exportar energia a uma taxa mais baixa daquela que éaplicada na importação ou na sua compra localmente”, refere.

De referir que a EDM está a implementar um plano estratégico abrangendo o período que vai de 2018 a 2028, altura em que os custos de energia fornecida pela HCB vão baixar, com impactos positivos nos negócios domésticos e criação de emprego.

“Para assegurar a viabilidade contínua da HCB, a EDM deve pagar por esta energia e os seus clientes pagarem, por sua vez, à EDM, tarifas comercialmente sustentáveis”, adverte a empresa.

A fonte acrescentou que a HCB pode desempenhar um papel assinalável a curto e longo prazos no sistema nacional de energia, particularmente através da provisão adicional de 200MW à EDM, contribuindo para o alcance da meta do acesso universal deste recurso até 2030.

Entretanto, a EDM considera também ser crucial ultrapassar a questão das perdas comerciais e defende a aplicação de métodos práticos de redução de custos aplicáveis a vários segmentos de clientes.

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