COVID-19 e ataques armados comprometem trabalho da Saúde

A poucos dias para o fim deste ano, o ministro da Saúde faz uma “radiografia” do sector, apontando a pandemia da COVID-19, que matou 132 pessoas no país, e a violência armada em Manica, Sofala e Cabo Delgado, que entre outros danos causaram a destruição de infra-estruturas de saúde, como os factores que inviabilizaram as acções e metas do Serviço Nacional de Saúde.

De acordo com Armindo Tiago a pandemia e os ataques armados, sobretudo terroristas, agravaram os problemas que o país já enfrentava. Por um lado, o novo Coronavírus reduziu a capacidade de resposta do Sistema Nacional de Saúde, impossibilitando a continuidade de todos os serviços com eficiência.

Por outro, “os ataques terroristas em Cabo Delgado e a instabilidade militar em Manica e Sofala, que têm como consequência a mobilidade das populações afectadas para zonas mais seguras e a privação destas dos serviços básicos, incluindo aos cuidados de saúde, vão comprometer as nossas metas nas províncias afectadas”, afirmou o ministro.

Para o governante, a instabilidade nas zonas em referência representa “um fardo ainda mais impactante” sobre as populações e o Sistema Nacional de Saúde.

Falando na abertura do quadragésimo quinto conselho coordenador do Ministério da Saúde, esta quinta-feira (termina esta sexta-feira), Armindo Tiago disse que para fazer face aos desafios impostos pela pandemia da COVID-19, nos últimos 10 meses foram criados 178 centros de isolamento, com capacidade para três mil camas.

Foram alocadas 180 ventiladores para todas províncias e distribuídas 22 ambulâncias para transporte de doentes em estado crítico, disse o ministro.

Ciente de que a COVID-19 ainda põe o mundo de rastos, Tiago disse que até 2024 o Governo vai aumentar o número de hospitais distritais, de 65 para 114, melhorar o acesso aos cuidados de saúde e cirurgias de emergência. Há igualmente perspectiva de aumentar o número de camas hospitalares para quatro mil.

O ministro da Saúde garantiu que há obras em curso e outras por iniciar, para o apetrechamento de 49 hospitais que vão beneficiar a mais de sete milhões e seiscentos cidadãos, até ao fim do mandato do actual governo.

A Saúde vai apostar também no aumento do rácio habitante/médico, devendo passar de 11 para 17 por 10 mil habitantes.

Sobre o acesso aos medicamentos, vacinas e outros produtos biológicos e de saúde, Tiago explicou que até 2024 o Executivo pretende construir 30 armazéns de medicamentos. Para tal, já estão em curso três armazéns intermediários, um em Manica e dois na Zambézia. Próximo ano prevê-se a construção de outras infraestruturas similares.

 

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