Comandante da PRM réu de novo por corrupção em Macossa

O comandante da Polícia da República de Moçambique (PRM), no distrito de Macossa, Jursélio Matimbe, volta à barra do tribunal judicial do distrito de Báruè, pela segunda vez, acusado de crime de corrupção.

MAPUTO- De acordo com o despacho de pronúncia em poder do Tribunal Judicial Distrital de Báruè, Jursélio Pinto Ernesto Matimbe que está em prisão preventiva na companhia de seus dois co-réus e subordinados, Mateus Benjamim Bravo e Onésio José Bacacheza, antes da actual acusação, já tinha sido julgado pelo mesmo tipo de crime em anos anteriores.

Matimbe desta vez responde ao processo querela número 16/0606/P/2020 acusado pelo Ministério Público de Macossa, ao abrigo dos artigos 341, 349, 350 e 358, todos do Código do Processo Penal.

O comandante e os dois co-réus são acusados de associação criminosa, corrupção passiva para acto ou omissão ilícita e de comparticipação do encarregado da guarda do preso, todos punidos nos termos da lei, em virtude da libertação ilegal de sete caçadores furtivos em troca de valores monetários.

O esquema começou em Abril do ano 2020, quando foram detidos sete indivíduos indiciados no crime de caça proibida (furtiva), no interior da coutada 9, com um Javali, um Cudo, uma Gazela e armadilhas mecânicas.

O comandante Matimbe decidiu mandar libertar os sete detidos em troca de quantia não revelada. Outro co-réu é Tomé Zwinacua Vulande acusado no crime de corrupção activa previsto e punido no código penal.

Para além de receber valores e libertar os presos, a carne dos animais resultante da caça proibida, foi distribuída aos agentes da PRM do comando distrital de Macossa, incluindo o ora comandante Jursélio Matimbe.

A juíza presidente do Tribunal Judicial do distrito de Báruè que conduz este caso, Cláudia Eunice Jone, marcou para Abril a sentença do caso.

Deixe seu comentário