Circulação condicionada na EN13 entre Ribáuè e Malema

A Estrada Nacional número 13 liga as províncias de Nampula e Niassa, sendo um importante corredor para o transporte de passageiros e carga. A chuva que cai nos últimos dias já começou a causar estragos na rede viária. Na madrugada de sexta-feira, os pilares da ponte sobre o rio Natete cederam, o que causou a interrupção da circulação de viaturas, para o desespero de muita gente que teve que descer dos carros e autocarros, atravessar a pé para poder seguir viagem noutras viaturas posicionadas na outra margem, para os carros de transporte semi-colectivo de passageiros.

A via alternativa que é usada não oferece boas condições de transitabilidade, como testemunhamos na tarde desta segunda-feira. Com esta realidade, a viagem fica mais longa, sendo que é feita com mais de uma hora comparando com o tempo normal em que se fazia a viagem entre os distritos de Malema e Ribábuè.

“A estrada está toda ela esburacada, com sítios perigosos de se passar, mas não temos o que fazer”, lamenta White José, transportador semi-colectivo de passageiros.

Num carro ligeiro, de baixa suspensão, a caminho de Mandimba, no Niassa,  Adelino Cumbane, teve que se sujeitar ao desvio indesejado para não ficar dias literalmente pendurado na estrada intransitável. “Esta estrada alternativa não está em condições e também me parece perigosa, pelo que ouvi”.

O delegado provincial da Administração Nacional de Estradas, Agostinho Notece,  avançou que está a ser colocada uma estrutura metálica por cima da plataforma da ponte de betão para restabelecer a circulação de viaturas, numa perspectiva de emergência.

O Secretário de Estado na província de Nampula, Mety Gondola, garantiu que em breve a circulação será reposta, atendendo o trabalho em curso e a importância daquela rodovia.

“Esta estrada é bastante estratégica para nós. É uma estrada que alimenta o corredor; faz ligação com a província do Niassa e os países do interland a partir do Malawi, etc, e há muito escoamento da produção que pode ser comprometido se não encontrarmos uma solução mais rápida. Por isso, estamos com um nível de concentração de recursos por forma a repormos o funcionamento desta ponte”.

Só depois do caudal do rio baixar é que será possível analisar a gravidade do problema para uma melhor intervenção na ponte de betão

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