Cientistas dão passo importante para travar extinção de rinoceronte branco do Norte

Cientistas conseguiram recolher dez óvulos das duas únicas rinocerontes brancas do Norte vivas que esperam conseguir utilizar para produzir embriões viáveis

 

É um sinal de esperança para a conservação da vida animal, vindo do Quénia. Cientistas conseguiram recolher dez óvulos dos únicos dois rinocerontes-brancos do norte do mundo, aumentando as hipóteses de sobrevivência da espécie em vias de extinção.

Os cientistas esperam agora conseguir criar embriões viáveis que possam vir a ser incubados por rinocerontes de outras espécies, como substitutos.

Os últimos dois rinocerontes-brancos do Norte são ambos fêmeas e vivem no parque de conservação animal de Ol Pejeta, no Quénia. Em 2018, o último macho da espécie morreu, levantando sérias dúvidas acerca da sobrevivência deste tipo de rinoceronte.

Agora, os embriões recolhidos vão ser transportados para o centro de reprodução animal Avantea, em Itália, onde esperam conseguir fertilizar os óvulos recolhidos com os espermatozóides dos dois últimos rinocerontes brancos do Norte.

Apesar dos desafios colocados pela pandemia COVID-19, uma equipa de cientistas veio da Europa para realizar a recolha do terceiro óvulo em nossos rinocerontes brancos do Norte, Najin e Fatu”, afirmou o parque de conservação, numa publicação no Facebook.

Today on Ol Pejeta, we are taking another huge step towards the renaissance of the northern white rhino. Despite the…

Publicado por Ol Pejeta Conservancy em  Segunda-feira, 17 de agosto de 2020

O centro de conservação animal de Ol Pejeta recebeu dois rinocerontes brancos do Norte machos e duas fêmeas de um jardim zoológico da República Checa, em 2009. Ambos os animais do sexo masculino acabaram por morrer em 2014 e 2018.

No entanto, uma equipa de cientistas conseguiu recolher e congelar esperma dos dois animais, na esperança de que a tecnologia evoluísse de forma favorável a facilitar a reprodução.

Recorde-se que os rinocerontes são alvos muito apetecíveis para os caçadores furtivos, devido à elevada procura na Ásia, onde existe a crença de que o corno do rinoceronte tem propriedades medicinais.

Vários especialistas afirmam que o corno deste animal está a tornar-se mais lucrativos do que o tráfico de droga.

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