“Chapeiros” paralisam actividades em Maputo

Operadores de transporte semi-colectivo de passageiros na Cidade de Maputo paralisaram unilateralmente as suas actividades em protesto à lotação de 12 passageiros por viagem imposta pelo decreto presidencial, alteração do trajecto a percorrer e alegada aplicação exagerada de multas pela polícia municipal.

São operadores das rotas Matola-Xipamamnie, Manhiça-Xipamanine, entre outras que tem como ponto de partida ou chegada o xipamanine que na manhã desta quarta-feira decidiram unilateralmente parar com as actividades. Qual é o rendimento com 12 passageiros? São 270 meticais. E a solução e continuarmos a usar esta rota e carregarmos 16 passageiros, disse um dos automobilistas abordado pela nossa reportagem. Os motoristas e cobradores exigem que a entidade competente, no caso o Conselho Municipal resolva o que consideram de problemas graves para o seu funcionamento.

Mas do que desligar os motores e parar as suas viaturas, os automobilistas não permitiam a circulação de outros “chapas 100”. Os passageiros foram obrigados a interromper a viagem, colhidos de surpresa não tiveram outra solução se não caminhar ou apanhar transporte de outras rotas. Arsénica da Conceição e disso o exemplo, saiu de Xipamanine com destino ao Bairro de Jardim, com a interrupção da viagem foi a pé ate ao terminal rodoviário da Junta para apanhar um outro transporte. Seguiu-lhe o exemplo Osvaldo Guirugo que cumpria uma agenda para depois apresentar-se ao serviço. E tudo ficou complicado com os chapeiros a pararem os seus carros.

Agitação foi tanta que chegou-se a ignorar todas medidas de prevenção contra o novo coronavírus. A polícia chegou ao local para amainar os ânimos dos chapeiros o que não foi tarefa fácil para os homens da Lei e ordem visto que estes motoristas e respectivos cobradores exigiam a solução imediata das suas reivindicações. Até à saída do Jornal “O País” do local, por volta das 12h00 desta quarta-feira, a agitação continuava.

 

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