Casal celebra bodas de ouro no dia dos namorados em Nampula

Uma verdadeira companheira com quem o senhor Pedro jurou viver e amar para sempre. O antigo militar lembra como foram os momentos de namoro com a sua amada. “Tinha que arranjar um tempo, fugir do quartel para vir namorar”.

A namorada, que ficou sua esposa, conta que nessa altura vivia um misto de sentimentos. “Eu não sei se estava apaixonada ou se estava a gostar. A presença dele me incomodava; mas na sua ausência sentia falta”, lembra-se Adélia Navalha.

E assim foi passando o tempo e à moda antiga, o casamento foi preparado sem que ela soubesse, de tal forma que só tomou conhecimento no dia da cerimónia. Surpresa e um pingo de desagrado, é assim como dona Adélia descreve aquele momento do dia 14 de Fevereiro de 1971.

“Eles acertaram tudo e tive surpresa quando o dia chegou. Fiquei incomodada. Talvez fosse medo”.

O casamento em pleno dia dos namorados é lembrado 50 anos depois. São bodas de ouro dignas de uma lição de moral a transmitir aos casais de hoje.

“Primeiro, saúde; segundo, sacrifício; terceiro, paciência; quarto, coragem e quinto, perdão”, esse é o segredo identificado pelo senhor Pedro Mavone, como a base para a durabilidade do amor e para sua esposa, apenas três: saber pedir licença; saber perdoar e saber agradecer.

Agradecem também os filhos por terem os pais unidos até hoje, tal como juraram naquele Fevereiro de 71. “Acabam sendo um exemplo porque a partir do momento que a gente vem conviver a ver este ambiente, esta familiaridade, isso é um exemplo para nós e para os nossos filhos”, abreviou Joaquina Mavone, uma das filhas.

Cinquenta anos de casados, 12 filhos, 12 netos e 3 bisnetos…parabéns à família Mavone.

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