Cabo Delgado: SADC quer “resposta coletiva” contra o “terrorismo”

Líderes da SADC, reunidos em Maputo, consideram que os ataques em Cabo Delgado são uma grande ameaça não só para o “país irmão” Moçambique, mas também para toda a África Austral. Uma “resposta coletiva” é o que propõem.

“Os ataques terroristas no norte de Moçambique são uma ameaça a toda a região da África Austral e, por isso, precisamos de uma resposta coletiva”, declarou esta quinta-feira (08.04) o Presidente do Botswana, Mokgweetsi Masisi, que preside ao Órgão de Política de Defesa e Segurança da organização.

O responsável falava na abertura da Cimeira Extraordinária da Dupla Troika da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), que integra os países das troikas do Órgão de Defesa e Segurança e da Troika da SADC, convocada para debater a violência armada na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique.

“Os ataques não são apenas contra a soberania e o povo de Moçambique são também contra a região e toda a humanidade, pelo seu caráter terrorista”, afirmou Masisi, no discurso inaugural.

Ataque em Palma

O chefe de Estado do Botswana assinalou que a ação de grupos terroristas no norte de Moçambique agravou-se com o ataque inédito à vila de Palma, no dia 24 de março.

“O ataque a Palma provocou muitas mortes, destruição de infraestruturas e um enorme sofrimento a milhares de pessoas obrigadas a ficar sem abrigo, alimentos e água”, destacou.

A secretária-executiva da SADC, Stergomena Lawrence Tax, defendeu “medidas concretas e decisivas contra a ameaça terrorista na África Austral”. “Este encontro vai-nos dar uma orientação clara sobre a abordagem coletiva que devemos seguir contra o terrorismo”, enfatizou Tax.

 

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