Biografia de Anhanguera

Anhanguera, apelido de Bartolomeu Bueno da Silva, (1672-1740 foi um bandeirante paulista, um dos grandes exploradores do Brasil Central. Descobriu as ambicionadas minas de Goiás.

Bartolomeu Bueno da Silva (filho), apelidado de Anhanguera, nasceu em Parnaíba, no vale do rio Tietê, São Paulo, no ano de 1672. Herdou do pai o nome e o apelido de “Anhanguera”.

Anhanguera, o pai, foi um dos primeiros bandeirantes paulistas a explorar o Brasil Central, no século XVII. Aspirando encontrar ouro no sertão goiano, organizou uma bandeira e partiu para lá em 1682.

A busca do ouro no sertão goiano

Com 10 anos de idade Bartolomeu Bueno da Silva acompanhou o pai que partiu com grande caravana para encontrar os filões de ouro, ocasião em que surgiram lendas sobre as supostas minas localizadas na serre dos Martírios.

Em determinado momento da expedição, conta-se que Bartolomeu Bueno (pai) se deparou com índios da tribo Guaianases que impediram a entrada da bandeira em suas terras.

Percebendo que as índias estavam adornadas com ouro, Bartolomeu ateou fogo em um pouco de aguardente a fim de amedrontar os índios e obriga-los a revelar o local onde estavam as jazidas.

Os índios acreditaram que a água estava pegando fogo, e diante da ameaça do bandeirante de queimar os rios, os indígenas renderam-se.

Não só permitiram a entrada dos exploradores em seus territórios, como ainda lhes revelaram a localização da mina.

Bartolomeu Bueno da Silva, o pai, ganhou dos índios o apelido de “Anhanguera”, que significa “Diabo Velho” ou “Espírito Maligno”.

Atraído pelo ouro descoberto em Minas Gerais, o Anhanguera filho estabeleceu-se em Sabará e mais tarde em São João do Pará e Pitangui, onde foi nomeado assistente do distrito.

À medida que aumentava a exploração de ouro em Sabará e consequentemente a remessa de ouro para a metrópole, crescia também o número de exploradores.

Os repetidos conflitos entre os emboabas e os mineradores paulistas, somados ao levante encabeçado por seu genro Domingos Rodrigues de Prado, levaram Bartolomeu Bueno de volta a Parnaíba.

Em 1720, Bartolomeu Bueno da Silva dirigiu uma representação a D. João V, pedindo licença para retornar a Goiás na região que seu pai já havia encontrado ouro.

Com a permissão do rei de Portugal, uma bandeira sob seu comando partiu de São Paulo e 1721 e durante quase três anos explorou os sertões da lendária serra dos Martírios.

O ouro do Rio Vermelho

Finalmente, Anhanguera encontrou ouro no rio Vermelho e voltou para São Paulo vitorioso com as novas conquistas.

Além de um contrato, os bandeirantes receberam um regimento que seria a “lei” nas suas andanças pelo sertão. O regimento era tão amplo que posteriormente serviu de base para a organização da vila de Goiás.

Ao retornar para São Paulo com a conquista das minas de Goiás, D. João V concedeu-lhe sesmarias e o direito de cobrar uma taxa para a passagem nos rios que conduzissem às minas goianas.

A formação de Goiás

Em 1726, na qualidade de capitão-mor das minas, Anhanguera fundou o arraial de Santana, elevado em 1739 à categoria de vila com o nome de Vila Boa de Goiás, atualmente cidade de Goiás.

A formação da cidade de Goiás ou Goiás Velho começou depois das descobertas, quando em 1726, Anhanguera foi nomeado capitão-mor, por D. João V e fundou o arraial de Sant’ Ana.

Em 1733 o direito de cobrar a passagem nos rios foi suspenso, sob o pretexto de que Anhanguera sonegava tributos devidos à coroa.

À medida que se organizava a administração da cidade, a autoridade do bandeirante ia aos poucos sendo limitada pelos delegados do rei.

Anhanguera (filho) faleceu pobre em Vila Boa de Goiás, no dia 19 de setembro de 1740.

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