Banco de Moçambique reforça segurança do sistema de pagamentos.

 

O BANCO de Moçambique (BM) considera necessário reforçar a resiliência do sistema nacional de pagamentos face ao incremento de ataques que está a sofrer com a propagação da pandemia da Covid-19.

Na óptica do Banco Central, o aumento dos ataques ao sistema de pagamentos do país, particularmente no contexto da pandemia, “trouxe desafios adicionais para o sector bancário nacional, sendo adicionalmente importante fortalecer as mensagens de precaução e literacia financeira”.

“Estas medidas são cruciais num contexto em que cresce exponencialmente o recurso a operações bancárias por vias digitais e do comércio electrónico e, à medida que a tecnologia avança, cada vez mais atenção está sendo dada ao papel da infra-estrutura e dos padrões de segurança cibernética na promoção da estabilidade financeira”, refere o BM no seu mais recente boletim de estabilidade financeira.

O Banco de Moçambique enfatiza ainda que as tecnologias podem gerar vulnerabilidade a ataques cibernéticos, criando passivos financeiros e paralisação de serviços financeiros vitais.

“Embora eficientes, esses procedimentos tornam as instituições financeiras digitalmente vulneráveis. Com o incremento das ameaças à segurança cibernética, não apenas em número, mas também em complexidade, as autoridades emtodo o mundo tomaram medidas regulatórias e de supervisão para promover a mitigação do risco, bem como desenhar planos de resposta aos ataques cibernéticos”, frisa.

A fonte explica ainda que o Governo moçambicano aprovou em Julho de 2018 uma resolução que ratifica a convenção da União Africana sobre a cibersegurança e protecção de dados.

“Ciente dos riscos de ataques cibernéticos, o Banco de Moçambique está a conduzir diversas iniciativas regulamentares visando à prevenção e o combate aos ciberataques. Paralelamente, tem discutido matérias de cibersegurança com as instituições de crédito e sociedades financeiras que operam no país”, avança.

No boletim, o BM afirma que em Março as discussões se centraram em matéria de regulação e supervisão da cibersegurança no sector bancário nacional.

“Existe a noção de que o risco cibernético é globalmente reconhecido como uma das ameaças aos mercados financeiros. A ocorrência de um ataque cibernético tem um custo económico elevado com efeitos sobre os depositantes, credores, investidores e outros intervenientes do sistema financeiro”, refere o Banco Central.

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