Ataques em Cabo Delgado: Mais rostos vão sendo revelados na estrutura do comando dos terroristas

Os passos do terrorismo, na região central e norte da província de Cabo Delgado, divulgando as atrocidades cometidas pelos terroristas, assim como algumas caras que deixaram o conforto familiar para filiar-se ao grupo.

Fontes nativas dos distritos afectados pelos ataques terroristas afirmam que, para além de Bonomade Machude Omar, conhecido por Ibn Omar ou “Leão da Floresta”, apontado como um dos “comandantes” do grupo terrorista, existe também Abdala Likonga Hustadhi Shaki, que é tido como o superior de Ibn Omar, o dito “MasterMind” das ofensivas terroristas.

As fontes asseguram que Abdala Shaki é um dos primeiros integrantes do grupo, sendo também natural do distrito de Mocímboa da Praia. O terrorista era residente do bairro Pamunda, na vila-sede do distrito de Mocímboa da Praia, onde detinha também diversas residências e barracas de venda de diversos produtos. O indivíduo, que é pai de quatro filhos, era também proprietário de um estabelecimento comercial, na vila-sede do distrito de Palma, onde vendia material de construção e peças de viaturas.

De acordo com as fontes, Abdala Shaki esteve no Quênia e na República Democrática do Congo (RDC), pelo que, se acredita que se tenha radicalizado naqueles países. As fontes revelam ainda que o indivíduo forjou a sua morte, em 2017, e que o seu corpo estranhamente foi sepultado num outro distrito. Aliás, devido ao caso (falsa morte), terá sido detido pelas autoridades, porém, dias depois foi libertado.

Depois do caso, Abdala Shaki “sumiu” do seu bairro. As fontes asseguram que o terrorista integrou a primeira equipa que atacou a vila-sede de Mocímboa da Praia, na madrugada do dia 05 de Outubro de 2017.

Outro integrante do grupo identificado por fontes da “Carta” é o jovem Buana Bossa, de 20 anos de idade, que serviu de guião no ataque terrorista conduzido à aldeia Nambo, no Posto Administrativo de Mucojo, no distrito de Macomia, no passado dia 08 de Setembro.

As fontes garantem que, até ao mês de Agosto, o jovem vivia normalmente naquela aldeia, porém, terá sido recrutado pelo irmão mais velho, de nome Saíde Bossa, que integra o grupo desde 2016. Durante o ataque, o jovem terá raptado uma rapariga.

Aliás, a fonte garantiu que a aldeia Nambo contribui, no grupo terroristas, com mais três jovens, nomeadamente, Momade Abu, Momade Kulibe e Momade Nsuco. Dizem as fontes, o grupo conta também com a esposa de Momade Abu, que havia sido condenada a uma prisão de dois anos e que terá sido libertada.

(Carta de Moçambique)

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