Argentinos protestam contra projecto de lei pró-aborto

 Argentinos protestam contra projecto de lei pró-aborto

Milhares de pessoas manifestaram-se no sábado contra um novo projecto de lei do presidente argentino, Alberto Fernández para a legalização do aborto.

De acordo com o Notícias ao Minuto, os protestos aconteceram na capital, Buenos Aires, e em várias cidades do interior do país, sob a organização de 150 associações da sociedade civil, agrupadas na plataforma Unidade Provida, e com o apoio da Igreja Católica e da Aliança Cristã de Igrejas Evangélicas da Argentina.

Na capital, Buenos Aires, a manifestação teve o seu epicentro no Palácio do Congresso, onde os manifestantes empunharam bandeiras argentinas e lenços azul-claro, cor que identifica os opositores do aborto (ao contrário dos lenços verdes, associados aos apoiantes da legalização da interrupção voluntária da gravidez).

O projecto de lei do Presidente Alberto Fernández prevê a interrupção voluntária da gravidez até às 14 semanas de gestação e, além deste prazo, em caso de violação ou risco de vida para a mulher. Estas duas últimas condições já estão previstas na lei e são as únicas que permitem actualmente abortar na Argentina, escreve o Notícias ao Minuto.

Justificando a iniciativa de lei apresentada a 17 de Novembro corrente, Alberto Fernández disse que os abortos ocorrem de forma clandestina, o que coloca em causa a saúde e a vida das mulheres.

Segundo as autoridades locais, anualmente entre 370 mil e 520 abortos clandestinos são realizados naquele país onde complicações consecutivas levam a 39 mil internamentos.

Esta semana inicia-se o debate parlamentar sobre a nova proposta de legalização do aborto, que será votada a 10 de Dezembro pela Câmara dos Deputados.

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