Ajuda humanitária às vítimas do terrorismo em Cabo Delgado continua insuficiente

O movimento de solidariedade para com as vítimas dos ataques terroristas em Cabo Delgado aumentou, este ano, mas a ajuda humanitária ainda é insuficiente, porque mais pessoas continuam a fugir das zonas em conflito, confirmou a Delegação Provincial do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGD).

“Precisamos de quase tudo: comida, roupa e abrigos para as populações que continuam a chegar das zonas consideradas inseguras, onde abandonaram ou perderam quase todos os bens que tinham”, contou Elizete da Silva Manuel, delegada do INGC em Cabo Delgado.

Segundo a fonte, até ao momento estão registados cerca de 200 mil deslocados, mas o número tende aumentar com a chegada massiva de mais pessoas. A actualização da lista dos cidadãos necessitados está na responsabilidade dos administradores distritais.

Entretanto,  para minimizar o sofrimento das vítimas do terrorismo em Cabo Delgado, o Banco Nacional de Investimento (BNI) doou ao INGC vários produtos, entre alimentos e vestuário.

Para ajudar as vítimas da insurgência armada em Cabo Delgado, “doamos ao governo da província mil mantas e igual número de capulanas, 500 máscaras de protecção da COVID19 e alguns produtos alimentares como arroz, feijão e açúcar, que reconhecemos ser insuficientes. Mas poderão fazer alguma diferença no apoio aos necessitados”, disse Tomas Matola do BNI, que procedeu à entrega do donativo ao secretário de Estado da província de Cabo Delgado.

No acto de recepção, o  governo da província agradeceu, por intermédio de Armindo Ngunga, secretário de Estado em Cabo Delgado, o gesto e apelou a outros segmentos da sociedade a juntarem-se ao movimento de solidariedade  para com as famílias deslocadas.

Além de comida, roupa, esteiras e abrigo condigno, as mais de 200 mil vítimas dos ataques terrorista, na sua maioria mulheres e crianças, necessitam, com urgência, de utensílios domésticos, especialmente panelas, pratos e baldes.

Ajuda humanitária às vítimas do terrorismo em Cabo Delgado continua insuficiente

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